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400 hectares de vinhas na Região de Lisboa fora dos apoios anunciados pelo Governo

Cerca de 400 hectares de vinhas foram afetados pela Tempestade Kristin, no mínimo e exclusivamente no concelho de Alenquer, tal como constam das declarações de prejuízos realizadas pelos viticultores na plataforma da CCDR Lisboa e Vale do Tejo. Os prejuízos reportados, até hoje, somam 1,7 milhões de euros, só no concelho de Alenquer.

Dezenas de operadores localizados em concelhos, em que não foi declarado pelo Governo estado de calamidade, como Arruda dos Vinhos, Alenquer, Bucelas e Sintra, reportaram também prejuízos significativos em infraestruturas.

Estes números estão ainda em processo de consolidação e validação. Mas já comprometem a campanha vitivinícola deste ano, em Alenquer, e colocam várias explorações em situação de elevada vulnerabilidade financeira.

Apesar da muito significativa dimensão dos prejuízos, os concelhos de Alenquer e Arruda dos Vinhos ficaram excluídos do acesso à intervenção C.4.1.3 – Restabelecimento do Potencial Produtivo do PEPAC, por não integrarem a lista inicial de municípios declarados em estado de calamidade.

Para a CVR de Lisboa e a AVA, esta exclusão é injustificada e cria desigualdade no acesso a instrumentos públicos destinados precisamente a responder a situações de calamidade agrícola.

A Região de Lisboa exige decisões concretas

Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) e a Associação de Viticultores de Alenquer (AVA) exigem ao Ministério da Agricultura e Mar a adoção imediata de medidas concretas, que garantam o apoio ao restabelecimento do potencial produtivo, em todas as zonas afetadas, particularmente em Alenquer e Arruda dos vinhos, onde não se declarou “estado de calamidade” e que assegurem a igualdade de tratamento face a outros territórios afetados.

Perante a gravidade da situação, as entidades regionais exigem:

  1. Elegibilidade de todos os concelhos afetados na Região Vitivinícola de Lisboa à medida de PEPAC, incluindo Alenquer e Arruda dos Vinhos

Garantia de acesso de todos os concelhos da Região Vitivinícola de Lisboa à intervenção C.4.1.3 – Restabelecimento do Potencial Produtivo, com efeitos imediatos para Alenquer e Arruda dos Vinhos, onde as entidades governamentais já constaram as evidências.

  1. Clarificação do conceito de prejuízo superior a 30%

Esclarecimento formal que, na cultura da vinha, a área produtiva corresponde à parcela registada no SIVV (Sistema de Informação da Vinha e do Vinho), devendo os danos serem avaliados ao nível do cadastro vitícola SIVV (IVV).

  1. Abertura extraordinária de medidas de reestruturação

Publicação, no ano de 2026, de aviso específico para candidaturas às intervenções «Reestruturação e conversão de vinhas» e «Reestruturação e conversão de vinhas (biológica)» nos concelhos afetados.

  1. Reconhecimento formal de força maior

Validação pelo IVV e IFAP que os viticultores, com danos validados pelas CCDR, ficam dispensados, por motivo de força maior, do comprovativo da entrega da produção, referente às áreas de vinha afetadas dos projetos aprovados nas intervenções «Reestruturação e conversão de vinhas» e «Reestruturação e conversão de vinhas (biológica)».

Nos 400 ha de parcelas, com prejuízos reportados à CCDR, incluem-se áreas de exploração onde se registaram deslizamentos de terras, abatimentos e deformações do solo, destruição de armações (postes e arames), danos em sistemas de drenagem e acessos internos, impedindo a circulação de maquinaria e comprometendo operações essenciais no arranque do ciclo vegetativo.

Estes impactos surgem num momento particularmente crítico para o setor vitivinícola nacional e regional. A Região Vitivinícola de Lisboa enfrenta uma conjuntura (nacional e europeia) marcada por:

  • quebra estrutural do consumo nos principais mercados;
  • pressão descendente sobre os preços pagos à produção;
  • aumento significativo dos custos de energia, mão-de-obra e fatores de produção;
  • necessidade crescente de investimento na adaptação às alterações climáticas;
  • forte pressão sobre a tesouraria das explorações devido à acumulação de stocks.

A ocorrência destes fenómenos extremos agrava uma situação económica já de si complexa e fragilizada.

Uma questão de justiça

Na Região Vitivinícola de Lisboa, não está em causa apenas a reposição de estruturas físicas.

Está em causa a sobrevivência económica de parte significativa das 2.000 explorações familiares, cooperativas e empresas que sustentam o emprego, a fixação de população e a atividade económica em territórios rurais estratégicos.

Lisboa – a região vitivinícola com maior produção em Portugal, na última vindima –   não pode aceitar que prejuízos reais e quantificados sejam ignorados por critérios administrativos formais.

Sem medidas concretas nas próximas semanas, o risco é claro: abandono de vinha, descapitalização das explorações e perda irreversível de capacidade produtiva num setor estruturante da economia agrícola nacional.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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