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SOLERA, Quinta da Alorna Creations: O Tejo irreverente a desafiar-se a si próprio

A Quinta da Alorna é uma das mais antigas e conhecidas quintas produtoras de vinho da região vitivinícola do Tejo que, com a referência Creations, vem mostrar um Tejo irreverente e diferenciado. O Solera mostra um vinho ambicioso e cheio de caráter, a elevar a outro patamar a casta Fernão Pires e a própria região.

Foi no belíssimo palácio da Quinta da Alorna, datado de 1725, mesmo à entrada de Almeirim, com o Tejo a dois passos, que foi apresentado o Solera, o novo vinho do produtor e talvez um dos mais ambiciosos da casa. Elaborado unicamente com uvas da casta Fernão Pires, o Solera foi, como o nome indica, criado numa solera, inspirado no tradicional método de vinificação de Jerez.

Pedro Lufinha, diretor geral da Quinta da Alorna, sublinha o superior trabalho realizado pela equipa de enologia neste novo produto, que pretende dar outra dimensão à marca Alorna. Coube ao diretor comercial, Tomás Caiado, apresentar esta linha de vinhos, um projeto ainda recente, que se pode resumir em três palavras: “qualidade, exclusividade, diferenciação”, disse. No fundo, tratam-se de pequenas produções, vinhos de nicho que, pela sua excelência, são capazes de potenciar não apenas a marca Quinta da Alorna, mas também a região vitivinícola do Tejo no seu todo. Para isso, na grande adega da quinta foi criado em 2020 um novo centro de vinificação, vocacionado para a criação de vinhos de pequenos volumes, especiais, originais e diferenciados, onde ao profundo conhecimento do potencial das vinhas se juntam a criatividade e inspiração dos enólogos.

Tudo começou na vindima de 2018, com uma rigorosa seleção de uvas da casta Fernão Pires da Vinha do Planalto, uma vinha na Charneca, de solo arenoso com predominância de calhau rolado até grande profundidade, num lugar onde, há centenas de milhar de anos, o Tejo tinha o seu leito. O vinho daí obtido foi colocado a estagiar em três barricas de carvalho francês, também elas selecionadas, onde, ao longo do ano, foi deixado a oxidar de forma lenta e controlada. As barricas só foram atestadas de novo com vinho da mesma casta da colheita seguinte e o método foi repetido ano após ano, num contexto em que as notas dos vinhos mais recentes, frescos e vibrantes, se iam harmonizando com o vinho original, mais maduro e oxidativo. A última colheita a ser adicionada foi a de 2024, após o que o vinho foi engarrafado e apresentado num luxuoso estojo, concebido no ateliê de Rita Rivotti, onde, para além da requintada garrafa, se destacam o rótulo sóbrio e a caixa decorada com um elegante padrão em relevo, retirado da pintura das paredes da biblioteca do palácio da Alorna.

Foram produzidas apenas 1129 garrafas, disponíveis em garrafeiras selecionadas e na loja on line do produtor. Um vinho irreverente e distinto, que alia tradição e inovação e destaca o potencial da casta Fernão Pires para fazer grandes vinhos e representar a região onde melhor se expressa, o Tejo. Assim haja conhecimento, vontade, inspiração e atrevimento. Como, sem dúvida, foi o caso.


Quinta da Alorna Creations Solera

DOC Do Tejo Branco (Fernão Pires 100%) | 13% Vol. | 50,00 €

Cor amarelo dourado brilhante. Nariz de perfil oxidativo, exuberante e fresco, muito rico, onde se destacam notas de frutos secos, como amêndoa e avelã, notas florais e de fruta tropical. Na boca revela-se em camadas e apresenta uma estrutura firme, uma textura delicada e uma acidez precisa, onde às notas oxidativas se acrescenta salinidade e especiaria. Um grande vinho, de caráter vincado, sofisticado e elegante, com um final longo e persistente e muitos anos pela frente.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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