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A água também se escolhe à mesa: Luso e Castello defendem o valor do terroir na experiência gastronómica

A água mineral natural está a conquistar um novo lugar à mesa, não apenas como elemento de hidratação, mas como parte ativa da experiência gastronómica. Com origem, identidade e expressão próprias, Luso e Castello defendem que a escolha da água pode – e deve – ser tão criteriosa quanto a do vinho, influenciando sabores, texturas e a forma como cada refeição é vivida.

Durante muito tempo, a água foi encarada como presença silenciosa à mesa, quase automática, sem grande reflexão para além da preferência entre lisa ou com gás. Mas essa visão está a mudar. Hoje, a água mineral natural começa a afirmar-se como um elemento capaz de interferir diretamente na perceção dos sabores e de contribuir para uma experiência de harmonização mais completa.

A ideia é simples, mas reveladora: tal como acontece com o vinho, também a água tem terroir. Ou seja, a sua composição, o seu perfil gustativo e a forma como se expressa em boca resultam de um conjunto de fatores ligados ao lugar de origem. O percurso subterrâneo, o tipo de rocha por onde circula, a profundidade a que se encontra, a temperatura a que brota e o ambiente natural envolvente ajudam a moldar a identidade de cada água.

© Ernesto Fonseca

“Traduz-se no conjunto de fatores geológicos, climáticos e ambientais de um local que influenciam a composição mineral e o sabor de uma água. O tipo de rocha por onde passa, a profundidade a que circula, o tempo do percurso subterrâneo, a temperatura a que brota, a fauna e a flora são aspetos que moldam o perfil das águas minerais naturais”, explica Manuel Moreira, sommelier e educador de vinhos.

Na prática, esta identidade sente-se à mesa. A quantidade de minerais presentes, como cálcio, magnésio ou sódio, influencia o sabor, mas também a presença ou ausência de gás e a temperatura de serviço alteram a forma como a água interage com a refeição. Uma água servida à temperatura ambiente pode prolongar a sensação de persistência na boca, enquanto uma água mais fria tende a cortar com maior facilidade sabores intensos.

© Ernesto Fonseca

É neste contexto que as águas minerais naturais do portefólio da Central de Cervejas e Bebidas, Água de Luso e Castello, têm vindo a reforçar o seu posicionamento à mesa, assumindo um protagonismo mais próximo daquele que tradicionalmente pertence ao vinho. “As nossas duas águas minerais naturais são únicas e ambas se caracterizam por uma qualidade superior que é sentida durante a refeição, contribuindo para elevar a experiência gastronómica como um todo”, refere Rita Torres, responsável de marketing de Água de Luso.

Pela sua leveza, perfil equilibrado e baixa mineralização, a Água de Luso tende a adaptar-se melhor a pratos frios ou tépidos, vegetais grelhados, marisco e preparações mais delicadas. Pode também desempenhar um papel importante como elemento de transição entre pratos ou entre diferentes vinhos, limpando o palato sem o sobrepor.

© Ernesto Fonseca

Já Castello, naturalmente gaseificada e com uma bolha mais vincada, apresenta maior estrutura à mesa. Por isso, acompanha melhor pratos mais intensos e suculentos, como carnes grelhadas, estufados, preparações com maior teor de gordura ou sabores marcadamente marinhos. A sua composição, rica em bicarbonatos e magnésio, ajuda a explicar esse perfil mais afirmativo.

Estas diferenças refletem-se igualmente na relação com o vinho. Enquanto Luso pode acompanhar de forma mais harmoniosa vinhos brancos frescos, rosés leves, espumantes ou tintos jovens, Castello revela maior afinidade com rosés mais estruturados, tintos maduros ou encorpados e até vinhos fortificados.

© Ernesto Fonseca

Martim Manoel, responsável de marketing de Castello, reforça essa leitura mais ampla da água à mesa: “A função das nossas águas minerais vai muito além da hidratação. São águas que transformam a refeição num momento mais prazeroso e cujo sabor é influenciado pela respetiva origem, que contam uma história, por isso devem ser apreciadas e saboreadas com calma”.

No fundo, a proposta passa por olhar a água com outro nível de atenção. Não apenas como acompanhamento, mas como parte integrante da construção do sabor. Manuel Moreira resume bem essa perspetiva: “Quando a seleção de água e vinho é feita com critério e em função da refeição, juntos transformam cada momento numa experiência sensorial completa, realçando os sabores e tornando a experiência gastronómica verdadeiramente memorável”.

©Divulgação / SCC

Com origem na Serra do Bussaco, a Água de Luso distingue-se pela pureza, pelo pH equilibrado, pela baixa mineralização e pelo reduzido teor de sódio, atributos que tem vindo a afirmar ao longo de mais de 170 anos de história. Castello, captada em profundidade no Baixo Alentejo, na zona de Moura, destaca-se pela gaseificação natural e por um perfil gustativo mais marcado, que lhe confere uma presença muito própria.

À mesa, a água mineral natural deixa assim de ser um detalhe secundário para assumir um papel mais consciente e valorizado. E talvez seja precisamente aí que começa uma nova forma de pensar a harmonização: não apenas entre comida e vinho, mas entre todos os elementos que compõem verdadeiramente a experiência de comer e beber bem.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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