Ervideira lança a 17ª edição do seu famoso Blanc de Noirs e o primeiro espumante Invisível
A Ervideira reuniu a imprensa especializada para apresentar a mais recente colheita do Invisível e o seu primeiro espumante dessa gama. Com uma produção de 12 mil garrafas, o Invisivel Brut Nature Imperial, esgotou em apenas cinco semanas.
Foi no restaurante Este Oeste, em Lisboa, que o produtor alentejano revelou a 17ª edição do Invisível. Este projeto, que “começou em 2009 com 9000 garrafas”, é hoje o ex-libris da Ervideira, como explicou Duarte Leal da Costa, o diretor-geral da empresa vinícola. A colheita de 2025, agora lançada no mercado, conta com 180 mil garrafas sendo o “vinho Blanc de Noirs mais vendido no mundo, sem ter conta espumantes”, revelou o responsável.
O sucesso do Invisível já levou à “plantação de 3 vinhas novas exclusivamente dedicadas” ao projeto” e “3 aumentos da adega”, para dar resposta à procura do mercado. Duarte Leal da Costa anunciou que vão avançar para a quarta alteração e expansão da adega e que, neste momento, a Ervideira já conta com “32 hectares da casta Aragonês plantados unicamente para a produção do Invisível”. O responsável partilhou também que o mercado nacional absorve “cerca de 90% da produção”, sendo o Brasil e outros mercados europeus, os outros destinos de exportação deste vinho. O Invisível Branco de 2025 já está à venda e tem um PVP de 14,5€.

O mesmo vinho, mas em evolução Nelson Rolo, enólogo da Ervideira, realçou que o Invisível “é um vinho muito técnico” e um “desafio” devido ao “clima quente do Alentejo” e, por isso, exige “tecnologia sobretudo de frio” e “determinados cuidados, como sejam vindimar à noite”. A vindima da casta Aragonez começa assim muito cedo, no final de julho, para criar um “pulmão de acidez”, construindo-se o lote de forma faseada até setembro. O enólogo esclareceu ainda que há 3 anos desceram o teor alcoólico para 12,5% para potenciar “a frescura, a elegância e maximizar o prazer de prova”, indo ao encontro da tendência de mercado de vinhos menos alcoólicos. Nelson Rolo disse ainda que produzir “180 mil garrafas é um número que enche o coração e a alma de satisfação” e que este caminho “tem sido construído e consolidado ano após ano”.
Um casamento perfeito
O almoço no Este Oeste foi constituído por Ika Tagliatelle (sashimi de lula com caldo de miso e citrinos); Carpaccio di Manzo (novilho, pesto de manjericão, rúcula e parmesão); Sashimi de atum Bluefin (degustação de akami, toro e chutoro); risotto de cogumelos e tiramisù. Este menu foi concebido para “desafiar o vinho” e provar que este consegue “estar à mesa” acompanhando peixe e carne “sem desaparecer na boca”, referiu Duarte Leal da Costa. “Desde a primeira hora que percebemos que o invisível fazia harmonização na perfeição com a cozinha asiática, mas também com a cozinha italiana”, acrescentou Nelson Rolo.
O Invisível mostrou que é um vinho gastronómico e muito versátil, tendo acompanhado tanto a acidez presente na primeira entrada, como, por exemplo, a gordura presente na barriga do atum e no risotto e o doce/amargo da sobremesa.

A grande novidade foi o lançamento do espumante Invisível, um Brut Nature Imperial, feito com o método clássico e com “tem zero de adição de açúcar”, a razão para a sua designação. Duarte Leal da Costa realçou ainda que a aposta se deveu ao facto de “o mercado de espumantes estar a crescer” e avançou que das “12 mil garrafas produzidas” neste primeiro ano, já não têm qualquer stock tendo estas sido vendidas em “apenas cinco semanas”. O responsável prometeu que a próxima edição vai ter 30 mil garrafas dado a boa receção do mercado.

O enólogo da Ervideira disse ainda este espumante, feito com as castas Aragonez e Syrah, tem “estágio mínimo de 9 meses” e não tem “adição de taninos, nem correção de acidez”. Nelson Rolo descreveu o o Invisivel Brut Nature Imperial como um espumante com “frescura, acidez, muita vida e que é a continuidade daquilo que é a irreverência do perfil Invisível”. Além disso, falou da “bolha fina, com perlage e mouse na boca que não desaparece” e que lhe confere alguma “persistência” e que o leva a dizer que “é um grande espumante de Portugal”.
O Invisivel Brut Nature Imperial, que está atualmente indisponível para venda, tem um PVP de 18€.













