A água também se escolhe à mesa: Luso e Castello defendem o valor do terroir na experiência gastronómica
A água mineral natural está a conquistar um novo lugar à mesa, não apenas como elemento de hidratação, mas como parte ativa da experiência gastronómica. Com origem, identidade e expressão próprias, Luso e Castello defendem que a escolha da água pode – e deve – ser tão criteriosa quanto a do vinho, influenciando sabores, texturas e a forma como cada refeição é vivida.
Durante muito tempo, a água foi encarada como presença silenciosa à mesa, quase automática, sem grande reflexão para além da preferência entre lisa ou com gás. Mas essa visão está a mudar. Hoje, a água mineral natural começa a afirmar-se como um elemento capaz de interferir diretamente na perceção dos sabores e de contribuir para uma experiência de harmonização mais completa.
A ideia é simples, mas reveladora: tal como acontece com o vinho, também a água tem terroir. Ou seja, a sua composição, o seu perfil gustativo e a forma como se expressa em boca resultam de um conjunto de fatores ligados ao lugar de origem. O percurso subterrâneo, o tipo de rocha por onde circula, a profundidade a que se encontra, a temperatura a que brota e o ambiente natural envolvente ajudam a moldar a identidade de cada água.

“Traduz-se no conjunto de fatores geológicos, climáticos e ambientais de um local que influenciam a composição mineral e o sabor de uma água. O tipo de rocha por onde passa, a profundidade a que circula, o tempo do percurso subterrâneo, a temperatura a que brota, a fauna e a flora são aspetos que moldam o perfil das águas minerais naturais”, explica Manuel Moreira, sommelier e educador de vinhos.
Na prática, esta identidade sente-se à mesa. A quantidade de minerais presentes, como cálcio, magnésio ou sódio, influencia o sabor, mas também a presença ou ausência de gás e a temperatura de serviço alteram a forma como a água interage com a refeição. Uma água servida à temperatura ambiente pode prolongar a sensação de persistência na boca, enquanto uma água mais fria tende a cortar com maior facilidade sabores intensos.

É neste contexto que as águas minerais naturais do portefólio da Central de Cervejas e Bebidas, Água de Luso e Castello, têm vindo a reforçar o seu posicionamento à mesa, assumindo um protagonismo mais próximo daquele que tradicionalmente pertence ao vinho. “As nossas duas águas minerais naturais são únicas e ambas se caracterizam por uma qualidade superior que é sentida durante a refeição, contribuindo para elevar a experiência gastronómica como um todo”, refere Rita Torres, responsável de marketing de Água de Luso.
Pela sua leveza, perfil equilibrado e baixa mineralização, a Água de Luso tende a adaptar-se melhor a pratos frios ou tépidos, vegetais grelhados, marisco e preparações mais delicadas. Pode também desempenhar um papel importante como elemento de transição entre pratos ou entre diferentes vinhos, limpando o palato sem o sobrepor.

Já Castello, naturalmente gaseificada e com uma bolha mais vincada, apresenta maior estrutura à mesa. Por isso, acompanha melhor pratos mais intensos e suculentos, como carnes grelhadas, estufados, preparações com maior teor de gordura ou sabores marcadamente marinhos. A sua composição, rica em bicarbonatos e magnésio, ajuda a explicar esse perfil mais afirmativo.
Estas diferenças refletem-se igualmente na relação com o vinho. Enquanto Luso pode acompanhar de forma mais harmoniosa vinhos brancos frescos, rosés leves, espumantes ou tintos jovens, Castello revela maior afinidade com rosés mais estruturados, tintos maduros ou encorpados e até vinhos fortificados.

Martim Manoel, responsável de marketing de Castello, reforça essa leitura mais ampla da água à mesa: “A função das nossas águas minerais vai muito além da hidratação. São águas que transformam a refeição num momento mais prazeroso e cujo sabor é influenciado pela respetiva origem, que contam uma história, por isso devem ser apreciadas e saboreadas com calma”.
No fundo, a proposta passa por olhar a água com outro nível de atenção. Não apenas como acompanhamento, mas como parte integrante da construção do sabor. Manuel Moreira resume bem essa perspetiva: “Quando a seleção de água e vinho é feita com critério e em função da refeição, juntos transformam cada momento numa experiência sensorial completa, realçando os sabores e tornando a experiência gastronómica verdadeiramente memorável”.

Com origem na Serra do Bussaco, a Água de Luso distingue-se pela pureza, pelo pH equilibrado, pela baixa mineralização e pelo reduzido teor de sódio, atributos que tem vindo a afirmar ao longo de mais de 170 anos de história. Castello, captada em profundidade no Baixo Alentejo, na zona de Moura, destaca-se pela gaseificação natural e por um perfil gustativo mais marcado, que lhe confere uma presença muito própria.
À mesa, a água mineral natural deixa assim de ser um detalhe secundário para assumir um papel mais consciente e valorizado. E talvez seja precisamente aí que começa uma nova forma de pensar a harmonização: não apenas entre comida e vinho, mas entre todos os elementos que compõem verdadeiramente a experiência de comer e beber bem.














