Destino Açores quer reforçar operação no inverno e crescer com mais valor
Os Açores apresentam-se na BTL 2026 com uma estratégia clara para o próximo ciclo turístico: reforçar a procura na época baixa e aumentar o valor gerado por visitante, mantendo uma gestão equilibrada da pressão nos meses de verão.
Depois de encerrar o último ano com um novo recorde de dormidas, o destino Açores entra em 2026 focado na redução da sazonalidade e na consolidação de um modelo de crescimento sustentável, centrado na qualidade da experiência e no equilíbrio territorial.
“Queremos crescer com mais valor e maior estabilidade ao longo do ano. O reforço da procura no inverno é fundamental para reduzir a diferença entre épocas e dar previsibilidade às empresas e à economia regional”, afirma Luís Capdeville, presidente da VisitAzores.

A estratégia passa por aumentar o fluxo turístico na época baixa, promovendo produtos que estão disponíveis todo o ano nas nove ilhas do arquipélago, como hiking, turismo ativo, natureza, geoturismo, cultura e gastronomia.
Ao distribuir melhor a procura ao longo do calendário, os Açores pretendem:
- Reduzir a concentração da atividade nos meses de verão;
- Melhorar a estabilidade do emprego no setor;
- Aumentar a receita média anual por visitante;
- Garantir maior equilíbrio entre turismo, território e comunidade.
O objetivo é crescer sem ampliar a pressão nos períodos de maior intensidade, reforçando simultaneamente o posicionamento do destino como referência internacional em turismo de natureza e experiência autêntica.

Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar
Os Açores serão o berço da Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar, que será criada na sequência de um acordo estabelecido entre o Governo Regional e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). “A plataforma pretende valorizar, qualificar e promover os produtos do mar, preservando tradições gastronómicas e incentivando práticas sustentáveis”, sustentou o líder do Governo açoriano, José Manuel Bolieiro.
Na calha está a criação de uma rota de restaurantes dedicada aos produtos do mar, experiências gastronómicas e workshops para divulgação da rica gastronomia ligada ao mar, um dos maiores ativos económicos do arquipélago.
Ferramenta digital agregadora de toda a oferta turística
Outra novidade é o projeto Azoreon, uma ferramenta digital que vai congregar toda a oferta das nove ilhas e de todos os municípios. João Simas é o mentor do projeto e na apresentação, que teve ontem lugar na BTL, explicou que este recurso tecnológico “vai agregar oferta que estava dispersa e permitir a operadores que não tinham presença digital passar a ter um veículo promocional novo”.
Para o próximo mês, os Açores estão na rota do World Corporate Golf Challenge (WCGC). Dia 21 de março, São Miguel recebe uma prova que junta golf, negócios e turismo, e é canal privilegiado para networking. José Guerra, chairman da WCGC, enalteceu as condições de que os Açores gozam para a realização da prova e deixou no ar a possibilidade de a região vir a ser palco de uma final mundial do circuito.
Na prossecução do cumprimento do lema do turismo açoriano de ter turismo todo o ano – e em todas as nove ilhas -, a VisitAzores proporciona a montra da BTL a todos os dezanove municípios para mostrarem o que de melhor têm para oferecer. Ontem foi a vez de Angra do Heroísmo, Praia da Vitória, Santa Cruz da Graciosa, Vila do Porto, Lajes das Flores, Santa Cruz das Flores e Pico. Tudo com muita festa e ao som de agrupamentos locais, que trouxeram uma animação muito especial ao certame, chamando os visitantes da BTL a mergulharem na arte de bem receber dos açorianos.
Crescer com mais valor!
Paralelamente ao reforço do inverno, a estratégia do destino aposta na valorização da experiência turística, promovendo segmentos com maior propensão ao consumo qualificado e estadias de maior duração.
A valorização da oferta — que integra património natural, identidade cultural e autenticidade humana — permite consolidar os Açores como destino premium de natureza, capaz de gerar maior valor económico sem depender exclusivamente do aumento de volume.

O crescimento turístico do arquipélago mantém como princípio estruturante o bem-estar dos residentes. A experiência do visitante está diretamente ligada à forma como o turismo é integrado na comunidade local e no território.
O compromisso com um modelo sustentável, responsável e alinhado com os valores ambientais e sociais da região continua a orientar as decisões estratégicas do destino.













