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Quinta do Quetzal: Uma Sinfonia de Sabores, Arte e Inspiração Alentejana

A Quinta do Quetzal, aninhada nas colinas ensolaradas da Vidigueira, é muito mais do que uma propriedade vinícola; é um santuário onde a paixão pelo vinho se entrelaça harmoniosamente com a arte e a alta gastronomia. Com o lançamento dos seus novos vinhos da gama Quetzal e a integração de novas obras de Maria Barnas na exposição “Espinoza Regressa à Vidigueira”, a Quinta do Quetzal reafirma a sua identidade como um destino cultural e epicurista imperdível, complementado pela inovadora cozinha de primavera do Chef João Mourato.

Texto de Manuel Baiôa | Fotografias cedidas por Quinta do Quetzal

Os Novos Vinhos Quetzal Arte: Branco 2024 e Tinto 2022

A Quinta do Quetzal mostrou as mais recentes expressões da sua gama Arte: o Quetzal Arte Branco 2024 e o Quetzal Arte Tinto 2022. O enólogo José Portela apresentou o Branco 2024, proveniente de algumas das suas vinhas que se situam em redor da adega. Foi elaborado a partir das castas Antão Vaz, Roupeiro e Arinto.

Parte do lote esteve 15 dias em maceração, o que contribuiu para acentuar sua cor e textura. No entanto, a baixa graduação (12,5%), contribuiu para sua excelente frescura e complexidade, com notas cítricas e de frutos de polpa branca, e alguma salinidade, culminando num final de boca médio-longo.

Já o Quetzal Arte Tinto 2022 foi elaborado a partir das castas Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Syrah. O seu longo estágio em barrica e garrafa fizeram com que se apresentasse em plena forma, com uma cor granada profunda e um bouquet aromático de bagas silvestres, especiarias e frutos secos. Na prova, revela-se ao mesmo tempo fresco, denso e compacto, oferecendo uma experiência gustativa marcante que harmonizou na perfeição com um cachaço de porco preto e arroz de miúdos impactante, elaborado pelo chef João Mourato.

Estes vinhos são o espelho desta casa, pelo respeito, refinação e arte que mostram no campo, na adega, no restaurante e no seu centro de arte, pois são reflexos líquidos da arte de vinificar, honrando a riqueza do terroir alentejano. Os rótulos são da autoria de artista belga Kasper Bosmans, que se inspirou no mural ‘Under the Mountain’, patente na exposição atual.

O Centro de Arte Quetzal e a Exposição “Espinoza Regressa à Vidigueira”

No Centro de Arte Quetzal, a exposição “Espinoza Regressa à Vidigueira” ganha novas camadas de significado com a integração das obras de Maria Barnas, patentes até 1 de agosto de 2026. A contribuição da artista, intitulada “Marginalia: Escrevinhando nas Margens de Espinosa”, estabelece um diálogo profundo com o contexto da exposição e com a filosofia de Espinosa.

No coração da sala, a instalação “The Speech” convida à reflexão. Um microfone oscilante recita um poema de Barnas, uma resposta ao discurso de Donald Trump de 2017. A artista, ao substituir a palavra “futuro” por “palco”, procura expor a retórica abstrata, mas simultaneamente lança um convite à fala. A obra ecoa a preocupação de Espinosa com a liberdade de expressão e identidade individual, questionando se, face a um cenário político despótico, as nossas mensagens ainda conseguem alcançar-se mutuamente ou se apenas se perdem no vazio.

Na obra “Take a Memory” desafia a perceção linear da recordação. Desenhada nas janelas que emolduram a paisagem da Vidigueira, a linha “Take a memory up the hill” convida o visitante a uma experiência inusitada: tentar vivenciar uma memória na direção do futuro. Barnas explora os limites da linguagem e da imaginação, tornando o impossível fisicamente concebível.

A obra sublinha que a memória, tal como tudo na filosofia de Espinosa, é uma expressão da substância única da vida, um movimento constante entre o concreto e o abstrato. Além das novas obras de Barnas, a escultura “Goddess of Harvest” de Müge Yilmaz continua a ser um ponto focal, erguendo-se vibrante entre as vinhas.

Inspirada em antigos símbolos de fertilidade e agricultura, esta figura, que apareceu pela primeira vez no primeiro rótulo do vinho ARTE da Quetzal, encarna o espírito da propriedade e o seu compromisso com a regeneração e a biodiversidade. Pode ainda passear tranquilamente pelas vinhas e apreciar as obras de arte antes de passar ao restaurante.

A Gastronomia do Chef João Mourato no Restaurante Quetzal

A experiência sensorial na Quinta do Quetzal estende-se à mesa, sob a batuta do Chef João Mourato, que lidera o restaurante desde 2016, e que recentemente foi distinguido como “Restaurante Recomendado” no Guia Michelin Portugal 2026. A sua cozinha é uma tela onde a tradição alentejana se encontra com a inovação, resultando em pratos que contam histórias inesquecíveis.

Para a primavera, o Chef João Mourato preparou um menu especial que honra o passado enquanto abraça o presente, reinventando os sabores tradicionais com uma nova perspetiva. Os visitantes podem escolher entre dois menus de degustação (de 7 ou 9 momentos) ou optar pelo serviço à la carte, que tem nove entradas e pratos para “Partilhar é Viver”, como Peixinhos da Horta com Mostarda de Pimento ou Lagostim do Rio à Bulhão Pato, Gema a Baixa Temperatura e Paia do Toucinho. Podem ainda optar por pratos das “Raças Autóctones do Baixo Alentejo”, como a Vaca Garvonesa Assada com Arroz de Forno, Borrego Campaniço Assado, Puré de Cenoura, Espinafres e Molho de Hortelã e Porco Alentejano Assado com Arroz Cremoso de Cogumelos. Na sobremesa destaca-se o Delírio de Vila De Frades.

Em suma, uma aposta certeira numa cozinha de “terroir” que ergue os produtos locais com um toque de autor.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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