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Região dos Vinhos do Tejo passa a integrar o novo terroir “Serras”

A Região dos Vinhos do Tejo acaba de reforçar a sua identidade com o reconhecimento oficial de um novo terroir. Designado Serras, este quarto território junta-se a Bairro, Campo e Charneca e destaca-se pela maior altitude, clima mais fresco e presença de vinhas antigas, introduzindo uma nova dimensão de elegância, frescura e capacidade de envelhecimento aos vinhos da região.

Comissão Vitivinícola Regional do Tejo anunciou a criação de um novo terroir na Região dos Vinhos do Tejo, resultado de um aprofundado estudo de solos concluído em 2025. Batizado de Serras, este território vem juntar-se aos já reconhecidos Bairro, Campo e Charneca, completando o mosaico vitivinícola de uma das regiões mais dinâmicas e diversas do país.

Situada no Centro de Portugal, a curta distância de Lisboa, a Região dos Vinhos do Tejo estende-se por cerca de 7.000 km² e abrange 21 municípios, maioritariamente no distrito de Santarém. O rio Tejo, elemento estruturante da região, atravessa-a longitudinalmente e condiciona o seu clima, marcado por dias quentes, noites frescas e húmidas e elevada amplitude térmica — características que favorecem uma maturação equilibrada das uvas e vinhos reconhecidos pela frescura e moderação alcoólica. Um perfil que um crítico inglês resumiu de forma feliz: “hot days, cold nights, cool wines”.

Um terroir antigo, agora reconhecido

O novo terroir Serras é, paradoxalmente, o mais antigo em termos de implantação de vinha, mas o mais recente na sua delimitação e nomenclatura. Localiza-se em zonas serranas, com vinhas plantadas em encostas e planaltos, apresentando uma altitude média de 232 metros, significativamente superior à dos restantes terroirs da região. Esta cota mais elevada influencia diretamente o clima, mais fresco e húmido, com precipitação anual acima dos 800 mm — podendo atingir os 2.000 mm — e maturações mais lentas, que preservam de forma natural a acidez das uvas.

Os solos são predominantemente pobres e bem drenados, com forte presença de xisto e granito. Estas condições naturais mais exigentes promovem videiras mais resilientes, com raízes profundas, crescimento equilibrado e produções moderadas ou baixas, quando comparadas com a média regional.

Outro dado distintivo é a idade das vinhas: o ano médio de plantação é 1978, o que aponta para vinhas com cerca de 50 anos, reforçando o carácter identitário deste terroir. Apesar da sua importância qualitativa, o Serras é o mais pequeno dos terroirs do Tejo, com apenas 375 hectares, distribuídos pelos concelhos de Ferreira do Zêzere, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Abrantes, Sardoal e Mação.

Castas e perfil dos vinhos

No Serras predominam as Vinhas Velhas, muitas delas em regime de field blend, representando cerca de 20% da área, com mistura de castas brancas e tintas no mesmo talhão. Nas castas brancas, destaca-se o Fernão Pires (19,3%), seguido do Arinto (2,5%). Entre as tintas, o Castelão mantém-se como casta dominante (13,5%), muito próxima da Touriga Nacional (10,1%), surgindo depois a Trincadeira (3,7%).

O impacto deste terroir nos vinhos traduz-se em elegância e mineralidade, boa estrutura, acidez natural e, consequentemente, excelente capacidade de envelhecimento, acrescentando um novo eixo de diferenciação aos Vinhos do Tejo.

Na apresentação “Serras: o novo terroir da região dos Vinhos do Tejo”, realizada na Sala Ogival, a 19 de janeiro de 2026, estiveram em prova seis vinhos representativos deste novo território. O alinhamento incluiu o Vila Jardim Reserva branco 2022, da Quinta Vale do Armo (PVP 17,50€), o Encosta do Sobras Grande Reserva Vinhas Velhas Fernão Pires branco 2023, da Santos & Seixo (29,90€), e o Pedro Sereno Vinhas Velhas branco 2021, de Pedro Sereno (25,00€). A prova contou ainda com o Herdade dos Templários rosé 2025 (8,65€), o Casal das Freiras Castelão tinto 2022 (15,00€) e o Dona Florinda Reserva Especial tinto 2018, da Quinta do Côro (24,00€).

Um património vínico com raízes milenares

A criação do terroir Serras reforça uma região com uma longa história ligada ao vinho. Desde as primeiras vinhas plantadas junto ao Tejo, por volta de 2000 a.C., passando pelas referências no Foral de Santarém de 1170, até às transformações impostas no século XVIII, a vitivinicultura sempre marcou o Ribatejo, hoje Região dos Vinhos do Tejo. Atualmente, uma nova geração de viticultores e enólogos alia conhecimento técnico e tradição, dando origem a vinhos consistentes, acessíveis e de grande diversidade estilística — dos brancos aromáticos e frescos aos tintos equilibrados, sem esquecer rosés, espumantes, vinhos licorosos e colheitas tardias.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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