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Rubens Menin – Porto Very Very Old Tawny: um Porto raro que transforma o tempo em emoção

Há vinhos que impressionam. Outros emocionam. E depois há aqueles, raríssimos, que nos obrigam a parar, a escutar em silêncio e a reconhecer que estamos perante algo maior do que um grande vinho. Foi precisamente essa a sensação vivida na apresentação de Rubens Menin – Porto Very Very Old Tawny, a mais recente joia da Menin Douro Estates, um Porto absolutamente singular, com origem em vinhas plantadas em meados do século XIX e que chega agora ao mercado com um PVP de 10.000 euros, em apenas 200 garrafas de 50 cl.

Por Maria Helena Duarte | Fotografias Menin / Ernesto Fonseca

A apresentação foi sublime. Nada falhou. Cada detalhe pareceu pensado ao milímetro para que a experiência estivesse à altura da grandeza do que ali se dava a conhecer. Mais do que assistir a um lançamento, os convidados foram conduzidos por uma viagem sensorial e emocional, daquelas que perduram na memória. Foi um privilégio fazer parte de um momento assim.

No centro das atenções esteve um vinho que é, literalmente, história engarrafada. Um Porto nascido de vinhas antigas, plantadas antes da filoxera, num Douro muito diferente daquele que hoje conhecemos, onde conviviam castas quase perdidas no tempo, como malvasia preta, donzelinho tinto, Cornifesto ou Casculho. Ao longo de gerações, os vários componentes que deram origem a este lote foram sendo guardados e preservados com uma paciência quase sagrada, atravessando décadas em madeira e casco, até chegarem ao presente com uma integridade admirável.

Mais do que raro, este vinho é um testemunho vivo do Douro. Há nele paisagem, tempo, memória, saber acumulado e uma impressionante noção de continuidade. É um vinho que não se limita a mostrar idade; mostra profundidade, identidade e sentido.

No copo, a concentração é notável, com o vinho a deslizar lentamente pelas paredes, anunciando desde logo a densidade do que aí vem. A cor, em tons âmbar escuro com reflexos verde-outonal, confirma o peso dos anos e a assinatura do tempo. No aroma, revela-se de forma lenta, exigente e fascinante: mel de urze envelhecido, resina fina, folhas secas, sugestões iodadas, erva-doce, especiarias orientais, cardamomo, açafrão. Tudo surge em camadas, num registo de enorme complexidade e elegância.

Na boca, é mais do que textura, frescura e comprimento. É emoção. É daqueles vinhos que nos fazem perceber que o grande Porto não vive apenas de doçura, concentração ou nobreza aromática. Vive também da capacidade de nos tocar fundo, de nos levar ao silêncio, de nos fazer contemplar.

Se o Menin Porto Branco 50 anos, com PVP de 247 euros, se mostrou absolutamente notável, pleno de equilíbrio e precisão, este Rubens Menin – Porto Very Very Old Tawny sobe a outro patamar. O branco de 50 anos é perfeição. O de 150 anos é plenitude. Um lote impressionante, alcançado com enorme sabedoria pelos enólogos Manuel e Tiago Alves de Sousa, que aqui materializam algo muito maior do que técnica: materializam uma herança.

Ao longo da prova, foi também evidente a consistência de toda a gama apresentada. O Menin Grande Reserva Arinto 2023, com PVP de 50 euros, mostrou tensão, classe e capacidade de guarda. O H.O Horta Osório Matrona 2023, com PVP de 45 euros, destacou-se pela elegância e pelo perfil preciso. Já o Menin Maria Fernanda 2021, posicionado nos 98 euros, confirmou profundidade, carácter e distinção, enquanto o Menin D. Beatriz 2020, com PVP de 197 euros, se afirmou com presença nobre, séria e marcante.

São vinhos feitos com mestria, elevando com precisão aquilo que a natureza oferece. Vinhos que dão prazer desde já, mas que revelam estrutura, autenticidade e ambição para crescerem em garrafa ao longo de muitos anos. E, no caso dos Portos, essa dimensão torna-se ainda mais emocionante: são memória, legado e tempo transformados em vinho.

Mas foi inevitavelmente este Porto muito velho a dominar o momento. Porque há vinhos raros e há vinhos irrepetíveis. Este pertence à segunda categoria. É um diamante lapidado pelos anos, um inebriante elogio aos sentidos, à vida, à natureza, ao vinho e ao Douro.

Assista aqui ao filme de apresentação: https://www.facebook.com/share/r/1Dyhkny6rF

Rubens Menin – Porto Very Very Old Tawny não é apenas um vinho de exceção. É um fragmento de história que se pode beber.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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