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A Adega São Mamede da Ventosa celebrou 70 anos de história e de dedicação ao vinho

Sete décadas de ligação aos viticultores, ao território e à produção de vinho foram celebradas numa jornada que reuniu associados, parceiros e algumas das principais entidades do setor. A Adega São Mamede da Ventosa assinalou os 70 anos com os olhos postos no futuro e apresentou um tinto comemorativo de edição limitada.

Texto: Luís Caixinhas | Fotografias: D.R.

Sob o lema “GREAT LANDS, UNIQUE WINES”, a Adega Cooperativa São Mamede da Ventosa celebrou, no passado dia 20 de junho, o seu 70.º aniversário, assinalando sete décadas de atividade ao serviço dos viticultores, da produção de vinho e do consequente desenvolvimento económico e social da Região de Lisboa.

A comemoração reuniu sócios, colaboradores, parceiros e diversas entidades ligadas ao setor vitivinícola, num momento de celebração que permitiu recordar o percurso da instituição desde a sua fundação, em 1956, e destacar o papel que a Adega tem desempenhado na valorização dos vinhos da Região de Lisboa e na afirmação dos vinhos portugueses.

Atualmente considerada uma das mais importantes adegas cooperativas portuguesas, a Adega São Mamede da Ventosa tem acompanhado a evolução da vitivinicultura nacional, mantendo uma forte ligação aos seus associados e ao território que representa.

Sete décadas de história recordadas na sessão institucional

Após a receção dos convidados, teve lugar a sessão institucional das comemorações, conduzida por Georgete Félix, consultora na área da sustentabilidade.

Um dos momentos mais marcantes da sessão foi a intervenção de Domingos Antunes, Presidente da Assembleia Geral da Adega São Mamede da Ventosa, que se debruçou sobre a história da instituição desde a sua fundação e sobre a evolução da produção e do comércio do vinho em Portugal, desde a criação da Junta Nacional do Vinho (JNV), posteriormente integrada no atual Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), até aos dias de hoje.

Ao longo da sua apresentação, destacou igualmente os principais momentos da vida da Adega, o empenho dos seus fundadores, o crescimento alcançado ao longo das décadas e o contributo de sucessivas gerações de viticultores, dirigentes e colaboradores.

A evocação do passado permitiu recordar o percurso realizado pela Adega ao longo dos últimos 70 anos, desde os primeiros tempos até à realidade atual, marcada pela modernização das instalações, pelos avanços da viticultura e da enologia, bem como pela aposta contínua na qualidade.

Reconhecimento do papel da Adega no setor vitivinícola

A sessão contou ainda com as intervenções de Sérgio Galvão, Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Bernardo Gouveia, Presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), Francisco Toscano Rico, Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), e Frederico Falcão, Presidente da ViniPortugal.

Nas respetivas intervenções, os responsáveis destacaram o papel desempenhado pela Adega São Mamede da Ventosa no desenvolvimento da viticultura nacional e regional, na valorização dos vinhos da Região de Lisboa e na promoção dos vinhos portugueses nos mercados nacional e internacional.

Foi igualmente sublinhada a importância do trabalho desenvolvido pelos viticultores associados, bem como a capacidade da Adega para acompanhar a evolução do setor, apostando na inovação, na sustentabilidade e na melhoria contínua da qualidade dos seus vinhos.

Vinho comemorativo dos 70 anos

Após o almoço, foi apresentado o tinto Adega São Mamede 70 Anos Reserva Especial, criado especialmente para assinalar os 70 anos da Adega São Mamede da Ventosa.

A apresentação esteve a cargo de António Ventura, enólogo consultor da Adega, e de João Rodrigues, enólogo residente da Adega Cooperativa São Mamede da Ventosa, que deram a conhecer as características desta edição especial e explicaram o trabalho desenvolvido para criar um vinho representativo da história, da identidade e da qualidade que têm marcado o percurso da instituição ao longo das últimas sete décadas.

O “Adega São Mamede 70 Anos Reserva Especial” resulta de uma criteriosa seleção da casta Touriga Nacional e conta com uma edição limitada de 1.956 garrafas, número que corresponde ao ano de fundação da Adega São Mamede da Ventosa.

Criado especialmente para assinalar esta importante efeméride, o vinho procura refletir a identidade da região, a experiência acumulada ao longo de sete décadas e o compromisso permanente da Adega com a excelência dos vinhos produzidos pelos seus associados.

Convívio e celebração

O programa prosseguiu com momentos de convívio entre os participantes, proporcionando a oportunidade para reencontros e partilha de experiências.

A atuação do Coro Cantarte trouxe um apontamento cultural às comemorações, contribuindo para um ambiente de celebração e confraternização.

As comemorações decorreram num ambiente de grande proximidade entre sócios, colaboradores, parceiros e convidados, proporcionando a oportunidade de recordar o percurso da instituição e reforçar os laços que têm contribuído para o seu crescimento ao longo das últimas décadas.

Setenta anos depois da sua fundação, a Adega São Mamede da Ventosa continua a afirmar-se como uma referência da vitivinicultura portuguesa, mantendo o compromisso de valorizar o trabalho dos seus associados e de promover a qualidade dos vinhos da Região de Lisboa.

O “Adega São Mamede 70 Anos Reserva Especial” resulta de uma criteriosa seleção da casta Touriga Nacional e conta com uma edição limitada de 1.956 garrafas, número que corresponde ao ano de fundação da Adega São Mamede da Ventosa.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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