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LATITUDE: O restaurante da AZORES WINE COMPANY ganha um nome próprio

Cinco anos depois de ter inaugurado o projeto de enoturismo na ilha do Pico, o restaurante da Azores Wine Company (AWC), adega na ilha do Pico onde também se dorme, ganha um nome próprio. Chama-se LATITUDE e vem dar corpo a um trabalho gastronómico ligado à alta cozinha, que tem sido desenvolvido desde o início do projeto. Um lugar que sempre apostou nos produtos açorianos, onde se vivem a cultura e as tradições locais, trabalhadas à luz de técnicas contemporâneas, e no qual o vinho tem um lugar de destaque.

O LATITUDE é um restaurante pensado para experiências vínicas únicas, baseadas na latitude destas ilhas como ponto de partida para explicar a singularidade dos vinhos do Pico. Oferece três opções de menus de degustação, de quatro, seis e dez pratos, que se distinguem pela diversidade de viagens que podem fazer à volta do vinho. Desde menus só com vinhos dos Açores — dos mais conhecidos até aos mais raros —, até outros vinhos do portefólio António Maçanita (com origem no Alentejo, Douro e Porto Santo), ou uma experiência com vinhos de outras ilhas vulcânicas para além dos arquipélagos portugueses, como Canárias ou Sicília, é esta a filosofia do novo LATITUDE.  

UMA LATITUDE PRÓPRIA À MESA

Depois de ter alcançado o reconhecimento em Portugal e no mundo com os vinhos, a AWC arrancou o segundo capítulo da sua história há cinco anos, como referência de alojamento, proposta enoturística e de gastronomia. No que à cozinha diz respeito, explica Filipe Rocha, um dos fundadores, a par de António Maçanita: “Fomos os primeiros a ter um restaurante gastronómico no Pico e um dos raros ainda hoje nos Açores”. À data, o restaurante foi pensado como uma extensão do alojamento e das provas, à luz da ideia das pequenas e antigas adegas do Pico onde todos se juntam à mesa para comer e partilhar um copo de vinho. O objetivo sempre foi oferecer uma experiência completa aos visitantes, mas na qual a gastronomia é interpretada de uma forma contemporânea e onde os vinhos têm lugar de grande destaque.” 

A notoriedade dos vinhos, a par do aumento turístico, demonstrou que a aposta arriscada colhia, afinal, grande entusiasmo pelos visitantes: desde o primeiro dia, quem chega para a viagem dos vinhos é surpreendido pela cozinha, num espaço valorizado pela decoração e pela arquitetura de exceção.  

Volvidos cinco anos, foi tempo de marcar esta proposta de restauração com uma identidade própria. Assim nasceu o LATITUDE, chefiado pelo açoriano Rui Batista, que celebra a culinária do arquipélago, com produtos locais das várias ilhas e com o vinho no centro da experiência.

O restaurante, localizado na zona mais elevada da adega, tem amplas janelas sobre um terraço e uma magnífica vista para o mar e as ilhas do Faial e de São Jorge. O espaço está dividido em duas zonas distintas: com vista para a adega, um balcão que circunda a cozinha aberta, onde servem menus de quatro ou seis momentos; com vista para o mar, a Mesa Pico, com 10 lugares, uma obra de arte de Mircea Anghel, cujo centro ostenta uma gigante pedra vulcânica, onde se servem menus de 10 momentos.   

O chef Rui Batista foca-se numa “cozinha de produto, mais do que de receituário”, diz Filipe Rocha, gosta de respeitar a sazonalidade dos ingredientes, preferindo dar destaque aos peixes dos Açores, mas sempre com o cuidado de trazer produtos de quase todas as ilhas. Os legumes e as frutas chegam de quintas com produção biológica, usam-se várias algas açorianas, e a carne de borrego, por exemplo, bem de Santa Maria. Também a loiça e algumas peças são provenientes de artesanato local, sobretudo das ilhas do Pico e São Jorge.  

DIFERENTES VIAGENS   

No centro do LATITUDE está o vinho – é a partir deste que se desenham os menus de degustação de quatro, seis e dez momentos. Na Mesa Pico, uma mesa de partilha, são servidos os menus de 10 momentos, com três opções vínicas. O Latitude 38º27’ representa a alma do Pico, pois junta aos 10 pratos uma seleção de seis vinhos apenas desta ilha, incluindo algumas raridades, escolhidas da enoteca da AWC. Trata-se de uma viagem às castas, à história, aos diferentes locais da ilha e ao sonho da equipa fundadora de fazer renascer esta magnífica região de vinhos. Custa 175 € por pessoa.

Outra opção é o menu Islands, novamente com 10 pratos e seis vinhos de quatro arquipélagos vulcânicos. Através desta viagem vínica aos Açores, Madeira, Canárias e Sicília, conhecem-se produtores de vinho que são também amigos, numa experiência que pretende dar a conhecer uma diversidade de terroirs e castas. Tem o valor de 210 € por pessoa.  

Também com 10 momentos e seis vinhos, o Today is the Greatest Day!, é o menu mais especial, com uma seleção para descobrir os melhores vinhos da Azores Wine Company, mas também provar aquelas que são algumas das últimas garrafas da biblioteca de vinhos da casa, exemplos do Da Pedra Se Fez Espumante, do Terrantez do Pico, do Vinha Centenária, Vinha dos Utras, Sabor(z)inho e Thomas Jefferson 10 Anos. O preço é de 395 € por pessoa.   

É possível também fazer uma degustação de 10 momentos sem a companhia de vinhos, pelo valor de 135 € por pessoa.

Quem se senta ao balcão, tem uma experiência diferente. Tudo acontece em torno de uma cozinha aberta, onde o chef Rui Batista e a respetiva equipa trabalham os produtos açorianos, servidos em menus mais curtos de quatro ou seis momentos. O In My Place tem seis pratos e quatro vinhos a copo (custa 130 € por pessoa) e propõe uma viagem aos diferentes locais do enólogo António Maçanita, que vão do Alentejo, onde começou a trabalhar, ao Douro, passando pelo Pico e pelas ilhas da Madeira ou Porto Santo. Já o A Kind of Magic, também com seis pratos e quatro vinhos a copo (145 € por pessoa), é um menu harmonizado apenas com vinhos do Pico, uma boa forma de descobrir a frescura e a salinidade destes vinhos nascidos junto ao mar, com destaque para as vinhas velhas. No Old Times, ainda no modelo de menu seis pratos, quatro copos (155 € por pessoa), a viagem enológica é feita pelas vinhas velhas de António Maçanita, seja o Chão dos Eremitas no Alentejo, a Letra F do Douro, as areias calcárias de Porto Santo e a incontornável Criação Velha do Pico.   

Já o menu Atitude inclui quatro pratos por um valor base de 55 € por pessoa, ao qual podem ser acrescentadas diferentes viagens vínicas: uma seleção de três vinhos a copo António Maçanita (35 €), três vinhos Azores Wine Company (39,50 €), três vinhos Volcanic Friends (45 €), três vinhos surpresa sob o mote ‘Desafiem-me às cegas’, (45 €) e quatro vinhos a copo Azores Wine Company, 49,50 €.

A revista Paixão Pelo Vinho provou e classificou, em 2019, mais de mil vinhos em prova cega. Os vinhos e espumantes que se destacaram pelas sedutoras características sensoriais, foram oficialmente premiados, recebendo as distinções “Paixão Pelo Vinho Prestígio”, Paixão Pelo Vinho Excelência” e “Paixão Pelo Vinho Escolha”. O evento realizou-se no passado dia 7 de março e foi partilhado pelos leitores e apreciadores de vinhos, que puderam participar, aplaudir, provar, aprender e brindar! 

O ponto alto de todas as publicações especializadas é sempre o dia em que se festeja o setor, que recebe todas as atenções durante o ano, e se entregam os prémios aos melhores. Assim aconteceu, também, com a revista Paixão Pelo Vinho que, no passado dia 7 de março, juntou produtores e enólogos, para entregar os prémios aos melhores vinhos e espumantes, provados no decorrer de 2019, e celebrar numa festa vínica, que juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. 

O evento contou com a presença de uma seleção de premiados, que estiveram a dar a conhecer os seus vinhos, incluindo alguns convidados como Raríssimo By Osvaldo Amado, Quinta do Gradil e Enoport Wines, que aproveitaram a altura para fazer uma apresentação dos seus novos vinhos. Outro ponto alto do evento foi o ciclo de “Conversas com os Enólogos”, num espaço que esteve sempre esgotado e proporcionou a prova comentada de vinhos especiais, apresentados pelos seus enólogos.Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 

A festa vínica juntou mais de 1200 apreciadores de vinhos, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
PAIXÃO PELO VINHO PRESTÍGIO

O prémio Paixão Pelo Vinho “Prestígio”, coube a oito produtores. Entre eles, três vinhos tintos, todos DOC Douro: Costa Boal Homenagem Douro tinto Grande Reserva 2011, da Costa Boal Family Estates; Quinta da Manoella Vinhas Velhas tinto 2016, da Wine & Soul; e Quinta da Oliveirinha Vinha Franca tinto (Touriga Franca) 2013, produzido pela família Alves de Sousa. 

Apenas um vinho branco ganhou “Prestígio”, foi o Terrantez do Pico, com Indicação Geográfica Açores, da colheita de 2018, produzido pela Azores Wine Company. 

Os Vinhos do Porto Vintage 2017 também estiveram em destaque, arrecadando quatro destes prémios mais altos: Portal, da Quinta do Portal; Croft Quinta da Roeda Serikos e Taylor’s Vargellas Vinha Velha, ambos produzidos por Quinta & Vineyard Bottlers – Vinhos; e Quinta das Lamelas, de José António da Fonseca Augusto Guedes.

PAIXÃO PELO VINHO EXCELÊNCIA

A “Excelência”, prémio equivalente às habituais medalhas de ouro, foi entregue a 44 produtores. O Douro destacou-se e veio de lá o único Moscatel premiado – Adega de Favaios Moscatel 1989. A casta Touriga Nacional esteve presente em muitos dos vinhos premiados, como o Quinta da Gricha Talhão 8 tinto 2016, da Churchill Graham. A Quinta do Noval conquistou dois prémios, com os Quinta do Noval tinto Reserva 2016 e Porto Vintage 2017. Também a Quinta da Barca foi distinguida com “Excelência” para os Busto branco Grande Escolha 2017 e tinto Grande Escolha 2016. O Secretum Arinto 2018 e, do mesmo produtor, o Lua Cheia em Vinhas Velhas tinto de Vinhas Velhas Reserva Especial 2016 também foram distinguidos com ouro. Márcio Lopes Winemaker recebeu dois prémios, um para o vinho Proibido DOC Douro tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2017 e para o Pequenos Rebentos Edição Especial Vinhas Velhas branco (Loureiro) Reserva 2018, DOC Vinho Verde. A casta Alvarinho foi premiada em duas interpretações: Dom Ponciano espumante Bruto Natural 2013 e Soalheiro Primeiras Vinhas 2018. 

A Bairrada destacou-se, com dois prémios para a Adega de Cantanhede: Marquês de Marialva Edição Especial 65 Anos, tinto Garrafeira 2001, da casta Baga; e Marquês de Marialva tinto de Vinhas Velhas Grande Reserva 2013. A região Tejo ficou bem representada, entre outros, pelos vinhos Desalmado tinto 2013 e pelo Bridão Private Collection tinto 2016, ambos da Adega do Cartaxo. 

O Scala Coeli tinto 2015, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida; o Monte da Capela 18 Anos tinto Grande Reserva 2016, da Casa Clara; e Mamoré de Borba tinto Grande Reserva 2015, da Sovibor, são bons exemplos de vinhos imperdíveis nascidos no Alentejo. 

A ilha do Pico também brilhou com o Vinha Centenária branco 2017, as Azores Wine Company. Estes são apenas alguns exemplos, entre os melhores vinhos, premiados com Excelência.

PAIXÃO PELO VINHO ESCOLHA

Os prémios “Escolha” valorizam as melhores relações qualidade-preço, foram distinguidos 16 vinhos, como Castelo D’Arez Colheita Selecionada tinto 2016 e branco 2017, da Sociedade Agrícola da Arcebispa, e os Camolas Selection branco Reserva 2018 e tinto Reserva 2017, produzidos pela Adega Camolas, todos da Península de Setúbal, região que se destacou. A lista completa com todos os premiados, pode ser consultada na próxima edição da revista Paixão Pelo Vinho, nas bancas no final de março. Pode consultar todos os premiados na página seguinte.

Foram provados e avaliados mais de mil vinhos, espumantes e aguardentes vínicas no decorrer de 2019. Destes, um total de 68 foram premiados, com maior destaque para a região do Douro, que arrecadou 28 distinções. 
QUALIDADE E VALOR

Para Maria Helena Duarte, fundadora e diretora da revista Paixão Pelo Vinho, “é fundamental reconhecer a qualidade, já que os prémios para além de valorizarem os vinhos e exponenciarem a sua procura nos mercados, interno e externo, dinamizando a economia, também ajudam os apreciadores a escolher os vinhos certos para cada ocasião”. Já João Pereira Santos, diretor adjunto da publicação, destaca que “a qualidade dos vinhos portugueses está cada vez melhor, posicionando-os entre os melhores do mundo!”.

Com tantos e tão bons vinhos, não vão faltar razões para juntar família e amigos em jantares especiais, convívios, boas conversas e grandes brindes! Pode sempre ir acompanhando a seleção de vinhos através do nosso novo website: www.revistapaixaopelovinho.com.



> texto PPV > fotografia Ernesto Fonseca e Sérgio Sacoto
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